segunda-feira

Escrever à mão é melhor do que digitar. O seu cérebro agradece

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Pelo andar da carruagem vai ter muita gente por aí ‘desaprendendo’ a escrever. É, escrever normalmente, com caneta/lápis e papel. O ‘visor’ e o “dedo” – digitador ou passador (???) vem prevalecendo sobre esse hábito/saber tão salutar e, conforme atestam estes pesquisadores, mais efetivo no lance da apreensão, aprendizagem e fixação pelo cérebro.
Escrever à mão é melhor do que digitar
Cientistas da Noruega constataram que quem escreve uma informação à mão se lembra mais dela do que se tivesse apenas digitado.

Quer aprender alguma coisa? Anote à mão. Cientistas da Noruega constataram que quem escreve uma informação à mão se lembra mais dela do que se tivesse apenas digitado. A explicação é que a escrita manual demanda mais esforço e concentração do cérebro, favorecendo o processo de aprendizagem.

Bruno Garattoni, Super

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sábado

“Cultura não é uma questão de direita ou esquerda, mas de civilização ou barbárie”, Juca Ferreira

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Um ponto onde o golpe mantém uma radical coerência é na destruição do Ministério da Cultura.

É que durante os últimos anos de governo – pós-fhc – o Brasil vem observando a ascensão de setores da população que viviam à margem na só da vida econômica, mas, também como sujeitos sociais, como cidadãos de fato, e é um ponto que estava pegando por demais, daí terem estes setores da população acostumados ao monopólio e a exclusividade no usufruto do que poderíamos chamar de cultura, também como fator de inserção da população na contemporaneidade do mundo.

A destruição de fato – mesmo que se preserve, reativamente, a cara do ministério – tem este objetivo: colocar o povo em seu devido lugar, aquele em que sempre esteve historicamente.
"Para o ministro da Cultura de Lula e Dilma, governo de Michel Temer está “destruíndo o MinC por dentro – como cupins”
E segue a ofensiva do governo interino de Michel Temer contra o Ministério da Cultura. Um dia após a reintegração de posse do Palácio Gustavo Capanema, sede da Funarte no Rio de Janeiro, ocupada desde maio em protesto ao peemedebista, foram exonerados 81 funcionários da pasta.

Ministério da Cultura “por dentro, como cupins” porque não pôde extingui-lo, como gostaria. Ferreira diz que a defesa da cultura “não é uma questão de esquerda ou direta, mas de civilização ou barbárie”: “Essa turma não está preparada para conduzir o Brasil a uma posição de destaque no século 21. Pelo contrário, são regressivos, reacionários, antipopulares, antidemocráticos e contra a soberania brasileira”.

Abaixo, os principais trechos da entrevista:
Brasileiros – Na opinião do senhor, o que está por traz dessas demissões no Ministério da Cultura?
Juca Ferreira - Não puderam extinguir o ministério, então agora estão destruindo ele por dentro. Estão tirando a capacidade do ministério de realizar suas políticas, programas e ações. A demissão, o grosso dela, foi DS1, DS2 e DS3, pessoal que ganha em torno de R$ 3 mil reais. Muitos deles estão lá desde a época de Fernando Henrique, outros desde 2003, 2004, são pessoas que não trabalham política, muitos não são nem politizados, sei que alguns são até simpatizantes do PSDB e de outros partidos de oposição. Ou seja, não se trata de desaparelhamento, como disse o ministro interino, mas é muito mais um processo de desmonte do ministério. Algumas áreas vão ficar muito afetadas, áreas muito importantes para a soberania nacional, como a digital. Botaram para fora uma pessoa que é considerado um dos maiores quadros nessa área digital, a área privada sempre quis tirá-lo de lá oferecendo o dobro, triplo do salário. Não vou dar nomes, não quero expor pessoas que eu não sei qual é a posição deles. A Cinemateca vai ser afetada, que é uma instituição importante de preservação da memória do cinema brasileiro. A área financeira também, eles depois vão ficar com dificuldade de fazer o manejo administrativo do ministério e vão inventar outras desculpas. É um processo de desmonte mesmo.
Por que o governo interino estaria tentando acabar com o MinC?
O neoliberalismo não tem um projeto de nação, não tem um projeto de país que seja complexo. Eles resumem tudo a uma questão de moeda e circulação de mercadoria. Eles são economicistas, sob o ponto de vista do capital. Não conseguem compreender o que é uma nação, a complexidade de uma nação, a importância do desenvolvimento cultural para o Brasil se afirmar no século 21.  É uma visão estreita e, no caso brasileiro, se associa às alianças que o PSDB fez com o que há de mais atrasado no Brasil. O projeto deles é regressivo, estão atacando a educação. Com esse negócio de educação sem partido querem que a educação seja desenvolvida sem construção de consciência critica. Estão atacando a área de comunicações, afetando em outros aspectos a soberania brasileira diante de uma atividade altamente monopolizada e globalizada. Em todas as áreas é a mesma postura regressiva e reducionista.
Acabar com a cultura é uma estratégia de acabar com a possibilidade de resistência ao golpe?
Quanto mais eles agridem, mais acende a reação. A resistência na cultura hoje tende a aumentar por essas atitudes arbitrárias e pouco respeitosas do ministro interino. Se for isso, vai fracassar. Cada dia mais o governo isola uma dimensão importante do Brasil, que é sua cultura, sua dimensão simbólica.
Qual é a importância da cultura para o Brasil se afirmar no século 21?
São muitas. Não há nação que possa abrir mão do desenvolvimento cultural. Eu me lembro que na época da Margaret Thatcher, onde o neoliberalismo teve seu período áureo, os teatros públicos funcionavam, os centros culturais públicos funcionavam, a produção cultural funcionava. Não é uma questão de esquerda ou direta, mas de civilização ou barbárie. Essa turma não está preparada para conduzir o Brasil a uma posição de destaque no século 21. Pelo contrário, são regressivos, reacionários, antipopulares, antidemocráticos e contra a soberania brasileira.
Qual a opinião do senhor sobre essas ocupações na Funarte e a recente reintegração de posse no Rio de Janeiro?
Essa ocupação foi exatamente uma reação à tentativa de extinguir o ministério, as ocupações em geral tomaram uma posição contra o golpe. Essa reintegração de posse é a luta do governo com a cultura, ou seja, o conflito continua.
Foi uma vitória da classe artística conseguir a volta do MinC?
Claro, foi uma reação do setor artístico e cultural. A equipe do filme brasileiro Aquarius, que estava representando o Brasil no Festival de Cannes, protestou no próprio festival. Brasileiros do mundo todo, artistas protestaram. Aqui dentro artistas escreveram artigos, como Caetano Veloso. Ou seja, a área cultural se levantou contra essa tentativa de extinguir o MinC. Mas o governo interino agora está renovando a mesma atitude, mas comendo por dentro, como cupins, destruindo as estruturas e a capacidade de ação do MinC.
Qual é a capacidade de ação desse setor artístico para resistir ao golpe?
Estão fazendo o que podem. Mas a área cultural não sustenta essa luta sozinha. Eu acho que o impeachment não passa, o golpe não se consolida se houver uma atitude conjunta da sociedade brasileira.


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quinta-feira

É candidato a escrevinhador? Confira! ‘A lista de Hemingway para um jovem escritor’

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A avaliar pela origem, ou o autor, da lista, com certeza, vale à pena dar uma conferida.

"Na primavera de 1934, um jovem que queria ser escritor viajou de carona até Flórida para conhecer seu ídolo, Ernest Hemingway.

Arnold Samuelson era um aventureiro de 22 anos. Tinha nascido em uma casa relvada em Dakota do Norte de pais noruegueses imigrantes. Completou seu curso em jornalismo na Universidade de Minnesota, mas se recusou a pagar a taxa de cinco dólares por um diploma. Depois da graduação, queria conhecer o país, então guardou seu violino em uma mochila e saiu pegando carona pela estrada afora da Califórnia. Vendeu umas poucas histórias sobre suas viagens para o
Minneapolis Tribune, de domingo. 

Em abril de 1934, Samuelson estava de volta à Minnesota quando leu uma história de Hemingway no Cosmopolitan, chamada “One Tip Across”. A curta história iria se tornar depois parte do quarto romance de Hemingway, To Have and Have Not. Samuelson ficou tão impressionado com a história que decidiu viajar 2,000 milhas para conhecer Hemingway e pedir conselhos a ele. “Isso parecia uma coisa ridiculamente idiota de se fazer”, escreveria Samuelson mais tarde, “mas um vagabundo de vinte e dois anos durante a Grande Depressão não tinha que ter muita razão para o que fazia”.

Quando eu bati à porta da casa de Ernest Hemingway em Key West, ele saiu e ficou angulosamente de pé em minha frente, irritantemente interrogativo, esperando o que eu tinha a falar. Eu não tinha nada a dizer. Não conseguia lembrar uma palavra do discurso que havia preparado. Era um cara grande, alto, ancas estreitas, ombros largos, e permaneceu com seus pés afastados, os braços pendendo ao lado do corpo. Estava ligeiramente inclinado para frente com o peso nos dedos do pé, na atitude instintiva de um lutador preparado para atacar.

Os dois homens começaram a conversar. Sentados ali na varanda, Samuelson pode perceber que Hemingway o estava mantendo a uma distância segura: “Você estava na casa dele, mas não dentro dela. Quase como conversar com um homem na rua.” Eles começaram a falar sobre a história do Cosmopolitan, e Samuelson mencionou suas tentativas falhas em escrever uma ficção. Hemingway ofereceu alguns conselhos.

 “A coisa mais importante que eu aprendi sobre escrever é nunca escrever demais de uma vez”, disse Hemingway, batendo no meu braço com seu dedo. “Nunca se esgote. Deixe um pouco para o próximo dia. O principal é saber quando parar. Não espere até que você tenha escrito tudo o que tinha para escrever. Quando você ainda estiver indo bem e chegar a um ponto interessante e saber o que irá acontecer em seguida, aí é hora de parar. Então deixe ali e não pense sobre isso; deixe a sua mente subconsciente fazer o trabalho. Na manhã seguinte, quando tiver tido uma boa noite de sono e estiver se sentindo revigorado, reescreva o que escreveu no dia anterior. Quando chegar à parte interessante, e, sabendo do que irá acontecer depois, continue dali e pare em outro ponto de muito interesse. Dessa forma, quando você terminar, seu material estará cheio de pontos interessantes e quando escrever um romance nunca ficará preso e o fará interessante conforme avança.”

Continue lendo, aqui.

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terça-feira

2° Concurso de Contos e Poemas - Prêmio Flor do Ipê

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Um dos propósitos iniciais deste blog era, exatamente, esse: divulgar concursos literários, entretanto, por problemas técnicos, entre aspas, ficamos um pouco fora disso e retornamos agora.

As inscrições vão até 31 de outubro de 2016 e, como sempre, direcionadas aos naturais e naturalizados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Nas categorias Contos e Poemas.

A premiação é a publicação em coletânea (20 exemplares por autor)
Maiores detalhes você confere no regulamento, aqui.

Para mais informações e dúvidas: concursoflordoipe@gmail.com

Uma realização do Departamento Editorial do Campus Catalão – UFG

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